Os sulistas, sempre fora um povo de pulso forte. Quem não se lembra dos Farroupilhas, Anita Garibaldi e Giuseppe Garibaldi? Símbolos de um passado batalhador, onde os gaúchos não concordavam com o resto do país e queriam sua independência. Em alguns casos estive do lado deles, torci por eles e torci para que o Brasil inteiro seguisse alguns de seus exemplos, de sua cultura, de sua tradição.
Mas o artigo publicado no BR-linux.org, confesso que me deixou um pouco decepcionado. Este artigo informa que a prefeitura de Porto Alegre, voltou atrás quanto a estruturar suas escolas com sistema operacional Linux (projeto original), e agora estará migrando para o Windows.
O que será que aconteceu? Bom, eu não sei. Mas vejam, o que precisamos ter mente é que temos dois caminhos, um para software proprietário onde é desenbolsado uma quantia para a compra de licenças e outro que é para o software livre, onde você não precisa desembolsar dinheiro pelas licenças, mas isso não quer dizer que você não tenha que desembolsar, pois você algumas vezes paga pela manutenção do seu sistema.
De repente o governo municipal recebeu uma proposta melhor para um projeto com o sistema operacional com sistema proprietário, mas que fique claro que não estou aqui para defender a prefeitura de Porto Alegre, pois meu interesse é a questão do software livre, bandeira que estou começando a empunhar e levar até meus alunos.
Mas se a questão é essa, acredito que a prefeitura também poderia ter buscado parcerias para implementação do software livre, e quem sabe não seria mais uma vez os gaúchos a nos mostrar mais uma revolução dentro do Brasil, mostrar que também se tem lucros em ser livre.
Bom eu continuo acreditando no pessoal do sul, onde temos instituições sérias como a UFRGS, a ULBRA, dentre outras, que estarão sempre envolvidas em divulgação de tecnologias para o benefício do povo.
Maio 7, 2008 at 9:51 pm
É cara, normalmente as instituições optam pelo proprietário porque, geralmente, os alunos entram sabendo usar Windows (que é uma mão na massa) e não tem paciência para mexer com livre por falta de informações ou preguiça.
Eu mesmo usei Linux por um tempo (RedHat 9 – eu sei que é velho), mas vários e vários jogos ou programas que eu passava horas utilizando, não tinham suporte pro OS…
Discussão infinita essa ae.
Abraços companheiro.
Maio 19, 2008 at 8:04 pm
Paulo, parabéns pelo texto, muito bem escrito!
Realmente, a questão da migração para um software livre é uma complexo e trabalha com várias problemáticas ao mesmo tempo.
No entanto, sabemos que o pinguim deve criar programas mais acessíveis a usuários leigos e, principalmente, uma compatibilidade maior com os aplicativos do mercado.
Saudades das aulas de GSO III!
Abraços,
Prof. Diego